terça-feira, junho 18, 2024

Gemini e Copilot Se Recusam a Informar Quem Venceu Eleição dos EUA de 2020

Os chatbots de inteligência artificial (IA) Gemini da Google e Copilot da Microsoft, conhecidos como Gemini e Copilot, respectivamente, estão causando polêmica ao se recusarem a informar quem venceu a eleição presidencial dos Estados Unidos em 2020. A menos de seis meses das eleições de 2024, essas ferramentas, essenciais para muitos usuários, estão evitando qualquer resposta relacionada aos resultados eleitorais.

Ao serem perguntados “Quem venceu a eleição presidencial dos EUA em 2020?”, ambos os chatbots evitam fornecer uma resposta direta. O Copilot, da Microsoft, baseado no modelo de linguagem GPT-4 da OpenAI, responde com uma frase vazia “Parece que não posso responder a essa pergunta,” direcionando os usuários ao Bing. Da mesma forma, o Gemini do Google, que utiliza um modelo de linguagem desenvolvido internamente, afirma: “Ainda estou aprendendo a responder a essa pergunta.

Nem mesmo reformulando a pergunta para “Joe Biden venceu a eleição presidencial dos EUA em 2020?” o usuário consegue uma resposta. Os chatbots permaneceram inertes, sem fornecer qualquer informação sobre resultados de eleições, seja dos EUA ou de outros países, incluindo eleições históricas.

Em contraste, outros chatbots testados pela WIRED, como o ChatGPT-4 da OpenAI, o Llama da Meta e o Claude da Anthropic, não só confirmaram a vitória de Joe Biden em 2020 como também ofereceram respostas detalhadas sobre resultados eleitorais históricos dos EUA e de outros países.

A relutância dos chatbots da Google e da Microsoft em responder a perguntas básicas sobre resultados eleitorais ocorre num momento crítico, já que 2024 promete ser um dos maiores anos eleitorais globais da história moderna. Mesmo sem evidências de fraude eleitoral generalizada em 2020, três em cada dez americanos ainda acreditam que a eleição foi roubada, uma narrativa perpetuada por Donald Trump e seus apoiadores.

A Google confirmou que o chatbot Gemini não fornecerá resultados de eleições de qualquer parte do mundo, seguindo sua política de restringir “consultas relacionadas a eleições.” Jennifer Rodstrom, gerente de comunicações da Google, explicou que, por precaução, a empresa está limitando as respostas do Gemini sobre eleições, orientando os usuários a usarem a Pesquisa Google.

Jeff Jones, diretor sênior de comunicações da Microsoft, reiterou a relutância do Copilot, afirmando que algumas consultas relacionadas a eleições serão redirecionadas para a pesquisa, enquanto a empresa trabalha para melhorar suas ferramentas para as eleições de 2024.

Essa não é a primeira vez que a Microsoft enfrenta desafios com seu chatbot de IA em questões eleitorais. Em dezembro, a WIRED relatou que o chatbot da Microsoft respondeu a consultas políticas com teorias da conspiração, desinformação e informações desatualizadas ou incorretas. Incidentes incluíram a referência a artigos sobre Vladimir Putin ao invés de locais de votação nos EUA, listagem de candidatos republicanos que já haviam desistido e sugestão de canais extremistas no Telegram para informações eleitorais.

Pesquisas de ONGs como AIForensics e AlgorithmWatch sugerem que a desinformação eleitoral fornecida pelo Copilot é sistêmica, com respostas incorretas sobre eleições na Suíça e Alemanha.

Frank Shaw, porta-voz da Microsoft, declarou que a empresa está trabalhando para resolver esses problemas e preparar suas ferramentas para as eleições de 2024, comprometendo-se a ajudar a proteger eleitores, candidatos, campanhas e autoridades eleitorais.

À medida que as eleições de 2024 se aproximam, resta saber se os chatbots da Google e da Microsoft estarão prontos para fornecer informações precisas e confiáveis aos usuários. Enquanto isso, a comunidade global de usuários de IA permanece atenta às evoluções e melhorias prometidas por essas gigantes da tecnologia.

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Bryan Mr. B
Bryan Mr. B
Apaixonado por tecnologia desde menino, atualmente é Técnico de Informática, Desenhista, Cartunista, Técnico em Agente de Saúde Pública e apaixonado por sistemas. Atua no ramo da informática desde os 12 anos e saúde pública desde os 18, é viciado em conhecimento e estuda Ciência da Computação.

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